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13.8.12

10 partes do corpo que não usamos e poderão sumir na evolução

Charles Darwin escreveu uma vez que todas as espécies evoluem ao longo do tempo. E parece que, no caso da evolução humana, vai prosseguindo a passo firme. Tanto que existem dez partes do nosso corpo que mal usamos e que poderiam começar a desaparecer.
Não é um ato de magia ou um mero capricho "evolutivo". Como o tempo avança e as condições ambientais em que vivemos estão a mudar, todos os dias temos mais facilidades, alimentos, roupas, que fazem o nosso corpo não precisar de alguns componentes para sobreviver.

Quais são essas partes "dispensáveis" no nosso corpo? Fique a saber.
O dedo mindinho do pé
Quantas vezes você se aleija neste dedo na ponta da cama? É uma das piores dores que podemos sentir, não é mesmo?. Este dedo mindinho não é essencial para mantermos o equilíbrio do corpo. Ao longo dos anos, este dedinho foi reduzindo o seu tamanho, de modo que a sua função também está a encolher.O dedo essencial para evitar uma queda, por exemplo, é dedo grande do pé.


Dentes do siso 
São muitos de nós que já tiveram de se submeter a uma extração dolorosa destes dentes, que se chamam oficialmentede dentes do siso ou terceiros molares. A realidade é que durante milhares de anos o homem estava acostumado a comer ossos, carne crua e alimentos mais rústicos e os dentes do siso foram vitais para os triturar. A realidade é que, hoje em dia, os nossos hábitos alimentares mudaram e não precisamos mais destes dentes.




Apêndice
Este é um grande problema para muitas pessoas que acordam ao meio da noite com uma grande dor na sua virilha direita. Uma operação de emergência resulta, geralmente, na remoção do apêndice. A principal função deste órgão do nosso corpo era a de digerir a celulose das plantas que os nossos antepassados ​​herbívoros comeram. No entanto, atualmente há muita discussão no meio científico sobre a verdadeira função deste órgão, que só se salienta quando ocorre a apendicite.



Cóccix
Há muitos anos atrás, quando andávamos todos de quatro, o cóccix foi um dos principais ossos do nosso corpo. No entanto, hoje o cóccix torna-se completamente desnecessário, a tal ponto que, durante a gravidez, o cóccix do bebé cresce apenas até à oitava semana de gestação.




Músculos eretores do pêlo
Quando o homem habitou a Terra sem muita proteção corporal ou "roupagem", o pêlo do seu corpo era muito mais espesso do que hoje. Os músculos eretores faziam com que, numa situação de calor, frio ou risco, os pêlos se eriçassem, protegendo dessa forma, todo o corpo. Como as condições atuais são diferentes, possivelmente estes músculos poderão desaparecer.






Músculo palmar
Se você não sabe o que é este músculo, não se preocupe porque quase não precisa de o usar. O músculo vai do cotovelo até ao punho e era usado para escaladas. Um estudo descobriu que cerca 11 por cento da população mundial já não o tem no corpo.








Costelas do pescoço
São das mais antigas desta lista. Apenas 1 por cento da população mundial possui as costelas do pescoço. São um grupo de costelas cervicais, segundo se sabe, são resquícios da Era dos Répteis.






Ponto de Darwin ou tubérculo 
Este é um pequeno pedaço de pele extra nas orelhas que poderia ser um resíduo de uma formação de pele mais extensa que foi útil para ouvir sons distantes.









13ª costela
Thalia é uma cantora mexicana muito conhecida no seu país que removeu esta costela porque acreditava que a fazia ter uma cintura mais acentuada. Deve ter sido a única porque este osso tem caído em desuso. Há ainda 8% de pessoas que têm 14 costelas, tal como os chimpanzés e gorilas.





Músculo subclávio
Mais um músculo que permanece dos nossos tempos em que andávamos de quatro. É um músculo que fica abaixo do ombro e que vai desde a primeira costela até a clavícula.

11.7.12

9 inacreditáveis curiosidades que você não sabia sobre seu corpo

1. Qual órgão humano ocupa uma área de 2 m²?

 
A pele é o maior órgão do corpo humano. Se pudéssemos esticá-la como aqueles tapetes feitos com o couro de tigres e ursos, a pele ocuparia uma área de 2 m² e pesaria cerca de 4 kg. Além disso, a pele está sempre se renovando. Um adulto médio perde de 14,1 milhões a 18,9 milhões de células epiteliais por hora. Ao longo do dia, o número de células descartadas chega a 453,6 milhões.

2. Você tem a glabela peluda?

Normalmente, não existem pelos na glabela. Mas há exceções. (Fonte da imagem: Wikimedia Commons)
Talvez você não saiba, mas a área que separa as duas sobrancelhas de uma pessoa também possui um nome: glabela. Atrás da pele dessa região, que normalmente não possui pelos, fica a maior “peça” do crânio humano, o osso frontal.

3. Acabamento da face humana 






Entre o lábio superior e o nariz de uma pessoa, encontra-se uma pequena depressão côncava conhecida como filtro labial. Esse detalhe do rosto é o resultado da finalização de dois processos do desenvolvimento facial do feto, responsáveis pela formação de parte do nariz e da boca. É como se a natureza desse um pequeno toque estilístico para concluir a sua obra.
Porém, como em outros processos biológicos, falhas acontecem. Quando o filtro labial não se fecha completamente, por alguma herança genética ou como sequela de outra doença, aquela região fica aberta. Essa condição é conhecida pela medicina como fissura labiopalatal e, popularmente, como lábio leporino.

4. A importância da saliva

A saliva do dragão de Komodo está repleta de bactérias (Fonte da imagem: Michael Poliza/Herald Sun)
A saliva é um dos fluidos corporais mais importantes do corpo humano. Composto por 98% de água, o “cuspe” também contém eletrólitos, mucos que ajudam na lubrificação, componentes bactericidas e diversas enzimas. Assim, esse líquido ajuda a manter a saúde bucal, fazendo com que diminua a acidez da boca e auxilie na prevenção da formação de cáries, por exemplo. Não é à toa que o ser humano produz cerca de 2 litros de saliva por dia.
Mas não é só isso. A saliva é essencial para a alimentação, já que possibilita que os alimentos sejam engolidos com mais facilidade e evita que a mucosa da via oral acabe ressecada. Além disso, as enzimas dela ajudam a dissolver os restos de comidas que ficam presos entre os dentes.
Em outras espécies de animais, a saliva acaba sendo ainda mais versátil, podendo ser usada para ajudar na cicatrização de feridas, construção de ninhos de aves e até na confecção de teias de espécies de aranha e lagartas.

5. Máquina de gases: 14 puns por dia

 
É muito bom se deliciar com guloseimas ao longo do dia. Disso, ninguém duvida. Mas a alimentação também produz um efeito colateral que, dependendo do caso, pode trazer graves consequências para a vida social de uma pessoa: a flatulência.
Criada a partir de gases que ingerimos junto com o alimento ou que o próprio corpo produz como resultado do processo de digestão, a flatulência é maior em pessoas ansiosas, que falam enquanto comem ou que se alimentam muito depressa. Mas não se preocupe: a ideia de que pessoas bonitas e elegantes não soltam “ventos” é mentirosa. O ser humano normal emite cerca de 14 flatos por dia, emitidos a uma velocidade que pode chegar a 0,1 m/s.
Aliás, cabe aqui uma explicação de extrema relevância: o arroto não é o “pum” que "subiu de elevador". Os gases da flatulência são produzidos no intestino, enquanto que as eructações são causadas pelos gases do estômago.

6. A causa do espirro melecante

Muitas células do nosso corpo possuem organelas chamadas de cílios. Elas são responsáveis por diversas funções do nosso corpo e, uma delas, é ajudar o nariz a drenar o muco da cavidade nasal, empurrando-o goela abaixo para ser deglutido.
Quando ficamos gripados, essa função acaba sendo destruída pelo vírus que invadiu nosso organismo, libertando água e sais do interior das células. Assim, é produzido aquele muco mais aquoso e transparente, que acaba sendo expelido pelo nariz durante os espirros.

7. Cérebro, órgão faminto


 

 
Apesar de ser o responsável por apenas 2% do peso e uma pessoa, o cérebro consome 20% do oxigênio e das calorias do corpo. Para que a nossa cabeça continue funcionando bem, três artérias são responsáveis pelo envio de oxigênio ao nosso “processador de 16,8 mil GHz”.  Caso uma dessas veias seja bloqueada ou pare de funcionar, as células cerebrais acabam ficando sem energia e podem trazer danos permanentes ao cérebro, causando o que a medicina chama de Acidente vascular cerebral (AVC).

 8. Posição do corpo influencia a memória

Muitas vezes, um cheiro ou ruído acaba despertando memórias de acontecimentos passados ou alguma informação que você armazenou há algum tempo. Mas de acordo com um estudo realizado pelo Instituto de Psicologia da Universidade da Flórida, a posição do seu corpo também ajuda a resgatar algumas memórias com mais facilidade, em especial os registros sobre você mesmo. Portanto, da próxima vez que esquecer alguma coisa, tente sentar de pernas cruzadas ou deitar. Se não ajudar a se lembrar, pelo menos você acabará descansando um pouco.

9. 90 trilhões de seres moram dentro de você

Às vezes não nos damos conta de que somos verdadeiros ecossistemas. Seres microscópicos habitam diversas áreas de nossos corpos: bactérias estão presentes em nossas bocas, dentes, intestinos, peles e até na língua. Além disso, vírus adormecidos podem estar presentes no organismo de alguém sem manifestar uma doença, como é o caso do herpes, por exemplo.
É claro que a maioria de nós tem consciência disso, mas dificilmente percebemos que somos verdadeiros mundos para esses seres. Quer uma informação alarmante? 90% das células que carregamos em nossos corpos não são nossas e, diariamente, carregamos cerca de 90 trilhões de microrganismos conosco.

Via: Tecmundo